segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Sobre se apaixonar por uma ideia.

Engraçado como algumas vezes, você acha aquilo que estava pensando nas palavras de outra pessoa.



Não é você, mas a ideia de você



Nós não ficamos juntos por muito tempo, mas eu ainda acho difícil superar você.

Eu sabia que não estávamos apaixonados, porque nós não nos conhecíamos bem o suficiente ou tempo suficiente para até mesmo pensar na ideia de amor. Nós éramos jovens e as coisas eram novidade, provavelmente não excitantes como elas deveriam ser. Para mim, estava tudo bem, eu tinha vivido coisas excitantes e sempre foram com o lançamento de um foguete dando errado – Toda a animação e antecipação se juntando num único momento quando você decola e pensa que dessa vez vai dar certo, desta vez vai ser claro, desta vez nós vamos além das estrelas. Mas alguma coisa sempre dá errado, e enquanto nós vemos a explosão, fogo refletido nos nossos olhos, eu me pergunto se você também se questiona silenciosamente sobre o que podia ter feito melhor. Eu não queria excitação. Eu queria constância, forte, e protetiva. Eu queria acordar sabendo que você ainda estaria ali, que você ainda seria minha. Eu já tinha parado com jogos. Mas sua cultura é mais passional do que a minha e talvez você confundiu minha constância com seriedade. Mas agora que você se foi, talvez eu nunca saiba realmente.

Relacionamentos podem ser coisas imprevisíveis. Dizem que se não é fácil e não tem um bom ritmo no começo nunca vai dar certo. Eu deveria saber quando encontramos alguns problemas tão cedo no nosso relacionamento que as coisas não estavam indo bem, mas você se desculpou e eu não costumo guardar rancor então pensei que nós estivéssemos bem. Dentro de uma semana, as coisas acabaram, e foi tudo tão repentino.

Ainda há tanta coisa que eu não entendo sobre o que aconteceu com a gente, mas a pessoa que é “terminada” raramente tem alguma voz nos detalhes de um termino, nem tem muito tempo para pensar nas perguntas que acabam aparecendo depois quando você está sentado em casa pensando no que pode ter feito de errado.

Sim, apesar de todo esse tempo que passou, eu não superei você.

Com o risco de soar desesperado, Eu admitirei que sinto sua falta. Sinto falta de falar com você, te beijar, saber como foi seu dia. Eu sinto falta de te ver e ir para bares com seus divertidos e malucos amigos. Foi você quem me ensinou que ganhar a aprovação dos amigos não garante que o relacionamento vai dar certo. Foi você que provou que não importa o quão bem as coisas estão para uma pessoa, a outra pode sentir algo completamente diferente. Foi você que decidiu que não podia me dar algo que eu nunca pedi.

O problema é que, eu não tenho certeza se eu realmente sinto sua falta, ou a ideia de você. Eu não sei se sinto falta do seu beijo ou de ser beijado, estar nos seus braços ou ser abraçado, a ideia de estar me apaixonando por você ou só a ideia de estar me apaixonando. Provavelmente um pouco dos dois, mas eu não sei como separar os dois, e a imagem na minha cabeça é tão adorável que eu não sei se quero. Se você não estivesse tentando se manter na minha vida, tentando terminar os planos que deixamos incompletos, talvez fosse mais fácil. Se você tivesse dito que mesmo depois de terminar que você gostou do nosso relacionamento do jeito que era, que você pensou que eu queria alguma coisa séria, talvez eu pudesse ir em frente, mas você ofereceu um pequeno brilho de esperança e eu não podia não me agarrar a isso.

Meus amigos dizem que eu estou deixando de ver todas as falhas no nosso relacionamento – tudo que me irritava, todas as noites que nossos planos não deram certo por que nossas agendas eram muito ocupadas, ou por que você cancelava no último minuto. Mas você era minha namorada, e eu pensei que só isso era o suficiente para nos inspirar a superar qualquer problema. Talvez eu estivesse delirando por só querer lembrar das nossas coisas boas – para lembrar de como era feliz e como eu achava que você era, por um tempo, feliz também. Mas relacionamentos são diferentes aqui – em casa nós ainda estaríamos na parte de conversar. Definindo nosso relacionamento talvez foi aquilo que acabou matando ele. Novamente, talvez eu nunca saiba.

Não, eu não estava bem apaixonado por você. Eu estava apaixonado por todas as coisas que eu esperava que nosso relacionamento podia ser, todas as ideias de encontros, todas as coisas que eu queria saber de você. Eu estava apaixonado pela ideia de me apaixonar por você, e eu não consigo tirar essa ideia da minha cabeça nessas semanas desde que nos separamos.

Essa é a parte mais difícil sobre terminar – não só deixar a pessoa com que você se importa, mas deixar pra lá todas as coisas que você viu no futuro com ela. Você é forçado não só a supera-la, mas superar a ideia dela, e isso é o que machuca mais, especialmente quando é na sua cara que a porta fecha inesperadamente. Por que que mesmo em términos não oficiais, aqueles com pessoas que “tecnicamente” você nunca teve nada, as coisas são difíceis, por que você olha para eles e você vê um mundo de oportunidades. Machuca saber que olharam para você e não viram nada além de um passatempo ou um pagina de diário. Machuca ainda mais quando você sabe que eles não viam você assim no começo, mas que aos poucos, de alguma maneira, é isso que você se tornou. Mas você supera isso, por que ir adiante é a única maneira de abrir sua mente para a possibilidade de se apaixonar por alguém novo.


Então me desculpe a quantidade extraordinária de tempo que estou levando para superar você. Por que veja bem, não é só você que eu tenho que superar.


Traduzido de http://thoughtcatalog.com/emily-jackson/2014/12/its-not-you-its-the-idea-of-you/

domingo, 14 de dezembro de 2014






Não lembro exatamente de tudo, apenas algumas partes importantes, bom por isso que lembramos delas, elas são importantes certo?

Não sabia o que estava acontecendo comigo nas semanas anteriores, eu estava, descansando, não é a palavra certa, mas é a que mais se aproxima do meu estado mental. Meu corpo doía, meu peito doía mais precisamente, como se eu, tivesse recebido golpes com alguma coisa afiada, loucura eu sei, afinal, era impossível, talvez lembranças de uma outra vida que agora meu corpo insistia em reproduzir, não sei dizer exatamente, juro.

Eu tinha acampado em casa nas últimas semanas, saído apenas para fazer o necessário e quando recebi o convite de um amigo para ir num barzinho próximo comemorar seu aniversário meu primeiro impulso foi dizer que estava cansado, ocupado, qualquer coisa que me deixasse livre para não ir. No entanto eu respondi que iria, não sabia dizer por que, e francamente não pensei muito nisso, afinal eram apenas algumas horas fora de casa.

Fui até lá e me arrependi, instantaneamente, pessoas que não gostava, num ambiente barulhento, não me leve a mal, em outros tempos eu adoraria fazer parte daquilo tudo, mas não naquele dia. Eu sentei, lhe desejei feliz aniversário e pensei em ficar, talvez 15 minutos. Me servi de um copo de cerveja e sem socializar muito o bebi. As coisas não estavam exatamente ruins, eu apenas estava tentando não focar muito, aproveitar o meu momento, com aquele copo, bobo eu sei, mas lá estava eu saboreando a cerveja enquanto as pessoas ao meu redor simplesmente não faziam diferença.

Passados os 15 minutos eu me levantei, disse que já estava indo, mas meu amigo-me segurou, pediu que eu esperasse, que ele tinha uma garota que gostaria de me apresentar. Eu disse obrigado, mas não obrigado. Ele insistiu e bem, novamente eu disse que sim. 

Esperei outros 15 minutos, outros 2 copos de cerveja até que ela chegasse, admito ela era deslumbrante, em cada sentido da palavra, mas tudo que ela me causou foi aquela dor estranha no peito, eu não estava interessado, foi o meu primeiro talvez o segundo pensamento. Ela cumprimentou pessoas na mesa, fomos apresentados, ela sentou do meu lado, talvez aquilo tivesse sido planejado, imagino que tivesse sido. Ela demonstrou logo que também, não tinha interesse, talvez minha aparência, ou mesmo a total falta de interesse nos meus olhos, não importava eu levantei e novamente me despedi do meu amigo, despojei um aceno para a garota, não sei seu nome, não perguntei e pelo que lembro ela não me disse.

Fui até a frente do Bar, acendi um cigarro, dei a primeira tragada, aquela primeira que carrega os primeiros gramas de nicotina e deixa uma calma estranha. Duas garotas vieram e me pediram o isqueiro emprestado, quando penso sobre, parece tão irreal, tão... coisa de filme, mas foi assim que começou, essa é a lembrança importante, a primeira talvez, eu cedi meu isqueiro para elas, eu não lembro como era a segunda, mas lembro da primeira, lembro por que, bom, basta eu olhar para o lado e ver seu rosto enquanto ela dorme, enfim, foi ela quem veio e me disse “Pode emprestar o isqueiro”, eu travei por alguns segundos, ou talvez não, mas tive essa impressão.

Ela acendeu seu cigarro, acendeu o cigarro da amiga e me devolveu o isqueiro, pensei que era isso, nunca mais a veria, mas enquanto a amiga atravessou a rua e voltou para seu grupo de amigos ela ficou ali, ela não sabe dizer por que ficou, sim eu perguntei, mas ela nunca soube dizer, “o universo talvez” foi sua resposta, mas ela ficou. Disse que estava tentando parar de fumar, mas não estava conseguindo, eu disse que eu também estava, ela riu, me estendeu a mão e se apresentou, Sophie, seu nome, eu me apresentei então ela veio com a ideia maluca: “ei a gente podia parar de fumar hoje, um último cigarros e ai paramos juntos, ouvi dizer que é mais fácil quando se para com uma outra pessoa” Eu ri, ela riu, eu apaguei meu cigarro puxei o dela, num impulso e apaguei também, abri a carteira e puxei 2 cigarros, acendi o meu, dei um a ela e também acendi, fumamos e começamos a nos conhecer.


Não, aqueles não seriam nossos últimos cigarros, eventualmente nós paramos, mas aquilo foi o princípio de tudo.


"Retirado de - Sophie"

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Mudanças

Estive pensando numa coisa nos últimos dias.

Bom repensando na verdade, lembrando das coisas que mudaram, não faz muito tempo, mas cara… como muita coisa mudou, e como eu tenho saudade de tanta coisa que, se foi… de um jeito ou de outro,

Mudanças mudanças mudanças…

Coisas complicadas que levam as pessoas do ponto A pro ponto B, não necessariamente boas na maioria das vezes.

De qualquer maneira mudanças são necessárias, isso é um fato, eu sei, você sabe, enfim…
Mas tem coisas que são difíceis de lidar com, realmente, as lembranças das coisas que eram, boas, ruins não importa coisas que deixavam tudo confortável, estável, que faziam com que cada dia fosse mais fácil não por que não existia nada, mas existia uma constância divertida que torna a vida mais simples, mais tranquila.

Posso estar falando de rotina, provavelmente estou.

As coisas fazem falta, algumas delas mais do que outras. Um carinho de uma certa maneira, um apelido carinhoso, um habito não tradicional divertido, um evento semanal empolgante.

Enfim, é fácil lembrar dessas coisas que fazem com que a gente se lembre onde estamos, quem somos e do que gostamos, seria mais fácil se simplesmente pudéssemos nos manter nesses momentos e continuar vivendo
                                            
                                           Mas ai vem aquela coisa legal chamada mudança. Que faz com que muita coisa não faça mais sentido, que acaba tirando de nós as coisas mais familiares. Que faz com que muito das coisas que gostamos se percam, claro, mudança também traz inúmeras possibilidades, isso pode ser fantástico, mais do que podemos imaginar, ah como isso é verdade, no entanto todo o processo pode ser exaustivo demais.

Nesse momento tudo que consigo pensar é como odeio as mudanças, nesse momento tudo que consigo ver diante de mim (ou atrás haha) são as coisas que sinto falta, essas coisas que fazem falta esmagam de uma maneira estranha.


Bom, imagino que eventualmente as possibilidades se tornarão maiores do que as saudades.


Não sei dizer quando, imagino que logo, tenho esperança de que logo.


Mas isso sempre me lembra



“Com a dor eu posso lidar, mas é a esperança que me mata”

Manipular

Coisas..

O que eu quero? Eu não faço nem ideia.

Mas sei quem eu sou, ou pelo menos partes, enfim não é sobre isso quero falar.

Sobre coisas, mentiras.


Eu sei manipular informação (mentir).

E normalmente eu sou adepto a ideia de filtrar informação que costumo passar.

Mentir? Dificilmente.

Eu não costumo mentir para me fazer mais interessante (talvez eu devesse?) e francamente é difícil quando você consegue ver alguém fazendo isso. Sim pessoas fazem isso frequentemente, normal, no entanto elas fazem ocasionalmente, de vez em quando, no meio de um monte de verdade alguma mentira, mas, cara, mas acontece de você encontrar pessoas que fazem isso frequentemente numa primeira vez, uma verdade no meio de 83 (google it) mentiras, e francamente é horrível, quando você consegue ver as mentiras, os detalhes, as pequenas coisas que mostram que “aquela história maravilhosa” não é, bem, uma verdade.

Porem aquela pessoa, mentindo, ocupa a sala, domina a conversa faz com que todos ao redor fiquem inteiramente à mercê das coisas que a pessoa conta.

E bem..

Você (pessoa com algum talento para mentir... e errr... manipular) vê aquilo e percebe que, talvez seria ótimo mentir mais, o sentimento de tomar conta de uma sala é ótimo, nem sempre as coisas que você conta são verdade universais, mas quem se importa?

Realmente quem se importa?

Enquanto a plateia fica entretida, não cabe a ninguém desmerecer quem está contando a história.


Quando a mim?

Eu prefiro contar minhas histórias para as poucas pessoas especiais na minha vida.

Aquelas que merecem saber as coisas fantásticas e sem sentido que fiz nos últimos anos, e se essas pessoas não existirem, eu prefiro guardar tais coisas parar mim.. Enquanto essas pessoas não aparecem.

Enquanto ESSA pessoa não aparece. (Mesmo que seja uma coisa de um pequeno espaço tempo em que o mundo faça sentido por.... 1 semana ou 3 anos.)


Prefiro o silêncio de saber o está por vir.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Vontades e coisas.

Eu lembro de coisas que nunca aconteceram, ou coisas que aconteceram e eu não acredito que aconteceram, se é que isso faz sentido.

Tem esses momentos ultimamente que eu não tenho certeza, que eu me pego querendo coisas que eu não lembro que queria, momentos que tudo que quero é fazer uma determinada coisa que eu acreditava não gostar, ou mesmo odiar, mas que agora tenho vontade, que anseio por fazer.

O que aconteceu? Comigo, com o mundo, com as coisas ao meu redor.

Não lembro de ter mudado, se é que dá pra dizer que isso é mudança, eu tenho pensado que é aprendizado, do tipo involuntário, parece que peguei uma gripe e os sintomas são coisas como querer andar na praia, querer comer coisas apimentadas e principalmente a vontade de ter alguém perto pra contar as coisas tolas e importantes, não necessariamente nessa ordem.

Não consigo me ver dessa maneira, mas é cada vez mais nítido pra mim e pros meus diversos eus que é assim que as coisas estão, essas coisas que eu aprendi a gostar (talvez a metáfora da gripe não seja a melhor do mundo). Será que eu vou gostar dessas coisas ou vou aprender a gostar de novas, ou talvez simplesmente esqueça em algum tempo?

De qualquer maneira essas coisas abrem espaço pra outras várias e agora eu tenho o trabalho estranho de ter que rever muita coisa na minha vida, ou posso esperar que as coisas apareçam, não rebuscar tudo de maneira invasiva minuciosamente, simplesmente esperar e se alguma coisa que eu “não gostava” aparecer é ter o momento e a paciência de olhar para aquela coisa “nova”.

Mas o básico continua aqui, o cara de sempre.

Por mais que essas coisas e vontades novas estejam aparecendo não necessariamente existe a necessidade de se reinventar totalmente, a base foi feita, o que sou e (felizmente/infelizmente) não vai mudar, afinal de contas pessoas não mudam (House Feelings), mas os adendos, as coisas extras, os gostos a mais, esses podem vir a ser diferentes, ou não, na verdade eu não sei, isso me deixa um pouco agoniado.

O gatilho pra isso tudo foi algo legal, que aconteceu, que ainda está comigo, de uma maneira diferente, menos presente, mas ainda está aqui, algo que eu lembro e me dá vontade de fazer e gostar dessas coisas diferentes é uma coisa que me faz querer ser melhor, e isso parece ótimo. Será? Por que por mais que existam essas coisas novas que eu quero e gosto, elas me trazem as vezes a falta de uma coisa, o sentimento de que existe alguma coisa que eu não consigo entender ou saber o que é e eu quero devolta, devolta! devolta?

Ou eu vou voltar ao que era antes de tudo. Essa falta de saber me faz querer sentar e decidir de uma vez, se pelo menos eu pudesse pensar de maneira limpa.
Se eu não pensasse demais nas coisas =/
Enfim,

18 Problemas que só as pessoas que pensam demais vão entender.

 

 

1.      Você precisa achar um significado em tudo usualmente culmina em criar teorias de conspiração sobre o que cada ponto final num texto realmente significa.

2.     Você acaba tornando todas as situações de sua vida 100x mais difíceis do que elas tem que ser

3.     Você não consegue deixar nada pra lá, por que você está convencido de que se você checar os detalhes mais algumas vezes, finalmente vai descobrir algum novo significado na situação e vai mudar como as coisas vão terminar.

4.      Você provavelmente nunca tem certeza sobre nada em sua vida. Você sempre encara coisas como escolher uma escola e um parceiro, uma roupa de manhã, uma marca de pão no mercado com iguais níveis de angustia.

5.     Você conseguiria um mestrado em interpretar o que as letras de uma música postada realmente significam

6.      Apesar de suas habilidades críticas estarem ótimas, a realidade mais difícil que você teve que aceitar é o fato de que, simplesmente, nem tudo tem um significado maior, secreto, algo escondido que todo mundo sabe menos você 

7.     Você constantemente agradece os amigos que ficam por perto e ouvem você reclamar sempre dos mesmos detalhes de uma situação num relacionamento várias vezes, e apesar de que você nunca chegue a uma conclusão diferente, só o fato de pensar demais é o bastante para você.

8.     Constantemente você ter que consultar seus amigos com screenshots e detalhes vividos de qualquer coisa na sua vida é rotina para você.

9.     Não importa a palavra que alguém usou, se tem alguma maneira que você pode usar para fazer ela significar outra coisa, você vai. Você pega a quarta definição no dicionário, aplica da pior maneira possível e passa o resto do dia pensando sobre.

10. Você é conhecido por odiar textos, hesitar escrever e-mails, deletar e reescrever tweets, tudo por que você acha que poderia e deveria dizer outra coisa ao invés daquilo eu disse.

11.   Sua dor de cabeça depois de uma noite de bebedeira nada se compara ao medo do que você pode ter dito para uma pessoa, você prefere morrer do que agir como um idiota enquanto esta bêbado

12. Dormir é o aspecto mais difícil da sua vida, por que ficar deitado em silencio no escuro é o único momento que você não está distraído o bastante para não ficar preso nos próprios pensamentos.

13.  Você se convence de que a pior situação possível vai se realizar em basicamente, bom, toda situação.

14. Mídias sociais são basicamente um campo minado para você. Você tem certeza de que texto tem relação com você, mesmo sendo de um estranho, aquele “pessoa” usou aquele emoticon por que ele está flertando com o amor da sua vida e por ai vai.

15.  Se alguém termina com você/se nega a sair com você, você se con

16. Você frequentemente se gaba para seus amigos que você “descobriu” o que alguém realmente “quis dizer” com algo, só para que eles riam e digam que “você está pensando demais nisso, eu não consigo acreditar”.

17.  Você acaba se torturando várias vezes sobre os comentários que alguém fez por que obviamente existe algum significado escondido, claramente é só uma questão de pensar sobre até encontrar.

18. Deus proíba de que alguém pare de te seguir no twitter ou Instagram, por que você não vai conseguir dormir até descobrir quem e o porquê.

Fonte: http://thoughtcatalog.com/brianna-wiest/2014/03/18-struggles-only-over-thinkers-will-understand/

Ok, talvez eu não dívida todas as 18, mas um bom número delas… e ah, se simplesmente eu soubesse de tudo.



Ou pelo menos soubesse aquilo que está na minha cabeça, e “falar sobre as coisas que mantenho debaixo da minha língua por dias”.

Hoje Framing Hanley



domingo, 16 de novembro de 2014

5 Motivos de Por Que Você Não Consegue Superar Seu Quase-Relacionamento

Mais uma vez passeando pelos blogs da interweb encontrei algo que me fez rir, por causa da coincidências das coisas.

Vivi algo parecido há um tempo, felizmente pude tirar uma boa amizade das coisas que aconteceram, talvez simplesmente eu tenha conseguido o melhor possível.

Bom, os motivos que levam a esse tipo de coisa podem ser, talvez, referenciados diretamente a "hook-up culture", enfim.


1. Não há um fechamento.


Humanos precisam de fechamento. Existe uma necessidade adquirida por isso – todas as estórias que nunca sabemos como acabam, os filmes que nunca terminamos, as temporadas de séries que nos deixam com mais dúvidas do que respostas e nos forçam a recorrer a blogs e a internet para colocar nossas frustrações para fora. Nós precisamos de um fechamento para superar as coisas e seguir adiante. Mas quando você não consegue fechamento – quando eles simplesmente desaparecem do planeta ou de repente brotam com um novo outro significante em mídias sociais – o que você faz?

É difícil criar o próprio fechamento, se apegar a sinais que não significam realmente nada, mas aos quais nós atribuímos significado.  E pode parecer ridículo no início, como acreditar em magica e fadas, mas as vezes, é a única coisa que nós podemos fazer. Nós precisamos encontrar significado onde não existe nenhum. Precisamos escrever nossos próprios finais e criar o fechamento nós mesmo. É difícil, mas é possível. E você pode ter um feliz para sempre por si mesmo, com você mesmo. Você merece isso.

2. Só por que vocês não deviam nada um para o outro não significa que não existiam expectativas.

Tudo são coisas não ditas e implícitas, todas as vezes que eles te chamam de “bebê” e foram fofos com você perto dos seus amigos – mas então há o fato de que nada acabou acontecendo. Isso é o que nos permite sentir tão acabados em admitir que não, você nunca namoraram, mas você sente que deveria chamá-los de “ex”, Talvez não um ex-namorado ou ex namorada, mas um ex-alguma coisa. Um ex-talvez. Um ex-quase.

Nenhum de nós gosta de pensar que temos que lamber nossas feridas quando colocamos todos os nossos ovos em uma cesta, apostamos todas as nossas fichas em uma mão, decidimos que seria tudo ou nada (use a metáfora que preferir, realmente), só para descobrimos que a outra parte “deu o fora” com seu coração logo antes de eles se arriscarem, também. Mas acontece, e apesar de não ser justo conosco, chances são boas de que a outra pessoa nunca pediu pelo nosso coração. Nós simplesmente demos ele livremente. Às vezes você se arrisca e perde.

(Por que não continuamos a nos arriscarmos então? Eu acho que na possibilidade de que talvez, dessa vezes nós conseguiremos.)

3. Você sempre é deixado só com seu lado da história.

O que você fez, o que não fez, o que deveria ter feito, o que tem de errado com você, o que tinha de certo com você – você nunca consegue as respostas, então você acaba especulando. E somos nossos piores críticos, então nós acabamos pensando que tudo é nossa culpa. Esse é e não é o caso – você só é responsável pelas suas ações, ninguém mais. Racionalizar o que você fez contra alguém e o que outra pessoa fez, então, é um exercício de futilidade. Não é só sua responsabilidade entende-los – por que no final, eles não fazem mais parte da sua vida. Às vezes você só precisa saber que tentou, e fez tudo aquilo que foi esperado de você.

4. Seus amigos nunca conseguem dizer o que está acontecendo.

Eles perguntam onde está aquela pessoa com quem você estava conversando, você tem visto-os recentemente, o que aconteceu com vocês dois, já é oficial – a coisa toda. E por que eles estão tão acostumados com as coisas sendo intermitentes, não dita, e implícitas, chances são de que eles vão pensar que é só uma questão de inconsistência na montanha russa que é a sua vida amorosa. Mas você vai ter que acabar com a dor de que as coisas não deram certo toda vez, e mesmo que isso nunca fique menos difícil de admitir, você vai ficando mais forte e logo, eles vão esquecer que essa quase-pessoa sequer existiu. (E seus melhores amigos vão dizer que se eles soubessem o que era bom pra eles, eles deveriam ter acertado as coisas. Melhores amigos acreditam que você merece o comprometimento por inteiro. Por que você merece.)

5. É difícil se reconciliar com o que é e com o que poderia ser.

Eu acho, no nossos âmagos, não importa o quanto cansados e cínicos e amargos nós dissermos que estamos – somos otimistas. Gostamos de acreditar no amor e em viver felizes para sempre, e gostamos de acreditar que existe algo esperando por nós. E é por isso que nós nos apegamos ao que poderia ser, todos os futuros que pintamos nas nossas cabeças mas não somos bravos o suficiente para admitir. É difícil se reconciliar com o fato de que talvez, bem no fundo, o jeito de termos aquilo que queremos era simplesmente ter A conversa com a outra pessoa antes que ela “desse o fora”. E isso é culpa nossa, e sempre será.


Quando você está trocando palavras bonitas e momentos quietos juntos, é muito fácil ver aquele pouco e imaginar muito, mas a menos que você consiga ir em frente e pedir aquilo que você quer receber, você não pode culpar ninguém quando é você que não tenta. Mas no final, se você se encontra frequentemente nesses quase-relacionamentos – por que afinal de contas, parece que todo mundo hoje em dia tem a mesma história – nos coletivamente aprendemos, e nos tornamos um pouco mais corajosos, e podemos dizer o que queremos na próxima vez. Por que, no final das contas, somos otimistas. Temos que acreditar no nosso amor para sobreviver. Sempre haverá uma próxima vez, se a gente puder lamber nossas feridas e encontrar a coragem para tentar denovo.


Texto Original: http://thoughtcatalog.com/ella-ceron/2014/07/5-reasons-why-you-cant-get-over-your-almost-relationship/

Sobre Surpresas

Eu conheci pessoas, vários tipos, jeitos, mas eu nunca esperava que eu ficasse um pouco cansado de conhecer gente, simplesmente as pessoas não me diziam nada de novo, ok, talvez seja culpa minha, talvez eu não tenha tentado conhecer realmente algumas pessoas, admito, mesmo assim acaba se tornando tedioso.

Eu reconheço meu erro já que eu fui surpreendido, algumas vezes, nos últimos meses. Desde a garota que me animou a fazer coisas e a me abrir mais pro mundo (ou pra uma parte dele) passando pela garota que me fez ter vontade de correr (sim e exercício, felizmente a vontade passou) e acabando na garota que joga coisas e conhece as músicas que eu gosto e ninguém mais conhece.


Foram surpresas no meio de um monte de coisas iguais, fiquei feliz com isso, surpresas são boas, algumas empolgantes, outras trazem momentos tensos, mas eu fico feliz de essas coisas terem acontecido ultimamente, me levaram a pensar em coisas e mudar algumas outras.

sábado, 15 de novembro de 2014

Atração, momento, química e meh

Tenho um habito horrível, talvez momentos horríveis, e hábitos bons, enfim, eu gosto de conhecer pessoas.

Conhecer pessoas é fantástico, ficar amigo, dividir situações, coisas, momentos. Conheci muitas pessoas legais e isso por um lado é ótimo.

Mas por outro é ruim, a cultura de “pegar” torna tudo isso diferente.

Mas o que é a Cultura de “pegar” (ou hook-up culture).



A cultura de “Pegar” por Miranda Kulp

O início dos seus vinte anos é uma das partes mais excitantes e confusas da sua vida. 

Desde a primeira vez que você sai de casa para a faculdade até seu primeiro trabalho adulto, estes são os anos mais vitais na criação de um futuro que você sempre quis.

O mundo está sob seus pés e você tem se preparado pelos últimos quatro anos, a lição que a faculdade não ensina é a de como se relacionar. Ter um diploma não faz de você um mestre em relacionamentos.

Não é um segredo que pessoas na faculdade não são as melhores no que se refere a relacionamentos, mas depois da formatura, talvez seja a hora de não só se reinventar mas também melhorar suas habilidades num relacionamento (ou a falta delas)

“Estar na faculdade” é a desculpa clássica para várias decisões questionáveis, incluindo beber um pouco demais, usar calças de moletom repetidamente e não ser capaz de namorar.

Enquanto se está na faculdade, uma pessoa pode ter dificuldades com o controle de tempo e o sentimento de ser consumido pelos afazeres acadêmicos, Então, sem necessidade de dizer, relacionamentos tendem a ficar de lado.

Relacionamentos durante a faculdade podem ser descritos como uma série de ficadas sem compromisso. A ideia tradicional de namorar e conhecer uma pessoas simplesmente não se aplica.

A difícil realidade, então, é que essas poucas habilidades de se relacionar não melhoram magicamente quando uma pessoa se forma. Na verdade, suas tendências em relacionamentos durante a faculdade podem muito bem te seguir no mundo real.
Na faculdade, a tendência mais comum é conhecer alguém numa festa e não num encontro tradicional com jantar e um filme. Tinder se torna uma maneira normal para conhecer outras pessoas solteiras (e as vezes, não tão solteiras) no campus.

Depois da formatura, pessoas dependem mais da internet para conhecer pessoas para se relacionar, sair para encontros e conhecer alguém parece muito antiquado e consome muito tempo.

No que diz respeito a vidas apressadas, nós tendemos a favorecer escolhas rápidas, fáceis, especialmente no que diz respeito a relacionamentos. No entanto, tipicamente a opção mais fácil nem sempre se torna a mais satisfatória. Interesses amorosos simplesmente se transformam em casos e até mesmo coisas de uma noite.

Além do nosso tempo, pessoas na nossa geração amam tanto a independência que a ideia de ter qualquer tipo de comprometimento com outra pessoas faz muitos de nós se sentirem nervosos.

Sem desejo de se comprometer, a situação estranha de estar juntos sem estar juntos nasce. Esta fase de não-estar-bem-namorando pode funcionar bem na faculdade, devido ao estilo de vida único de estudante. No entanto, não há desculpa para continuar com essa perspectiva no mundo real.

Vida pós-formatura serão os primeiros passos no mundo real e é hora de se tornar o adulto que você sempre imaginou ser. Crescer é se reinventar e é importante incluir boa habilidade de relacionamento nessa transformação.

Nos tempos de faculdade de nossos pais, jovens saiam para comer e saiam em encontros durante fins de semana, talvez ir numa festa ou bar depois. Então, eles se casavam com as paixões de faculdade e começavam uma família.

Esse cenário é agora considerado antiquado e não realista. Hoje em dia festas de cursos podem ser os melhores encontros que você consegue.  O medo de comprometimento associado que a cultura do “ficar” suporta acaba por obrigar a nossa geração a não entender como se relacionar.

É hora de os jovens pararem de serem preguiçosos quando se trata de relacionamentos. Precisamos deixar de lado nossos pobres hábitos de relacionamento e perceber ser quisermos encontrar A Pessoa, precisamos agir.

Nossa geração precisa voltar no tempo, deixar de lado o iPhone e começar a conhecer a pessoa através de conversas ao invés e mensagens. Deletar o Tinder sair e conhecer pessoas da própria cidade. Se você acha alguém atraente, leve ele ou ela para um café ao invés de persegui-los em redes sociais.


Uma vez que acabarmos com os hábitos de relacionamento da faculdade e nos reinventarmos para o mundo real, nossa geração pode descobrir que sob nossos exterior frio, os românticos que temos medo de mostrar, de fato, existem

Sobre medo e café.



Estava lendo um blog a respeito de como as vezes você vai num café e encontra uma pessoa e tem vontade de ir até lá e falar com ela, quem sabe tomar um café juntos e conversar, se conhecer e quem sabe...

Eu costumo ir frequentemente a cafés, geralmente para tomar um café (duh,), comer algo e escrever um pouco as besteiras que penso. Me lembrei que houve uma vez que vi uma garota.

Eu estava num momento estranho na minha vida, tinha acabado de sair de um relacionamento longo e estava frequentando muito cafés, tinha muita coisa pra escrever, talvez coisa de mais. Eu estava sentado há uns 20 minutos, na minha segunda xicara de café, quando vi uma garota chegando, ela me pareceu interessante a primeira vista, mas eu preferi ignorar, não sabendo direito o porquê ignora-la. 

Continuei a escrever, pedi minha terceira xicara de café e quando olhei e a garota estava sentada na mesa na minha frente, vi enquanto ela fechava um livro, me esforcei um pouco e vi que era sobre desenho e arquitetura, um livro de imagens, vi enquanto ela abriu uma pasta e tirou um bloco de desenho, uma lapiseira e uma borracha. Meu café chegou e eu nem percebi, eu fiquei olhando enquanto ela tomava um gole de chá e começava a desenhar. Parei e pensei sobre, quantas vezes eu tinha visto uma coisa assim, uma garota, num café tomando chá e desenhando, a resposta era simples, nenhuma, aquela era a primeira vez. Inconscientemente eu pensei em levantar e ir até lá falar com ela, a cena toda me apeteceu de uma maneira rara, quando tentei levantar algo me segurou. Fiquei ali parado assustado, não entendia o que estava acontecendo direito, meu corpo parou, e eu senti uma vontade estranha de ir embora, eu estava com medo, medo ir até lá e falar com ela, não por que era alguma situação nova, eu já tinha feito isso algumas vezes, mas ainda assim o medo me paralisou. Fiquei ali olhando para aquela garota bonita que se ocupava de um dos hobbies mais interessantes que alguém pode ter (desenhar duh).

Lembrando que eu tinha saído de um relacionamento (ou tinha expulso de um) e tinha saído bastante machucado, e era aquele sentimento de estar ferido que me deu medo, aquela coisa de não saber direito o que fazer, ou de como olhar para coisas como romance, mesmo simples daquele jeito algo que podia significar absolutamente nada, me dava medo, toda ideia de que as coisas eventualmente seguiriam em frente e a possibilidade me apaixonar de novo me segurou, e a questão ai não era aquela garota, mas qualquer garota.

Mandei uma mensagem para uma amiga, falando que havia uma garota bonita desenhando na mesa da frente, ela respondeu dizendo que eu deveria ir falar com a tal garota, eu queria responder algo, queria ir até lá, mas eu não consegui.

Vi enquanto ela ficava tentando desenhar alguma coisa e ficava apagando e ria de si mesma, vi enquanto ela terminava seu chá, enquanto ela guardava o bloco, a lapiseira, a borracha e se levantava para ir embora.

Eu abaixei a cabeça, tomei um gole do meu café (amargo, eu tinha esquecido de colocar açúcar) e senti um pouco de pena de mim mesmo.

Eu deveria ter ido lá, deveria ter ido falar com ela, mesmo que não significasse nada, eu não deveria ter me segurado da maneira que me segurei por medo, medo que ganhei de alguém.


Eu terminei meu café, fechei meu caderno de anotações e fui para casa.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014




Todos nós precisamos parar de ser tão preocupados com a ilusão da nossas vidas para que possamos viver nossas vidas de verdade.

As vezes se eu vou em algum lugar ou tenho uma certa experiência, não parece real a menos que eu tenho uma foto para provar. É um estado mental horrível e eu me odeio por admitir, mas é verdade. Eu acho que muitos de nós se sente dessa maneira em de algum jeito.
Se saímos para jantar no aniversário de um amigo, não aconteceu a menos que e tenhamos uma foto no Instagram. Se testemunharmos uma vista linda, não é uma experiência completa até compartilharmos no Snapchat. As coisas não parecem mais reais a não ser que sejam validadas por “likes” e visualizações de pessoas com quem nós nem nos importamos.

Nós estamos tão envolvidos com nossas vidas virtuais nesse momento, a ilusão de que a vida que apresentamos para o mundo parece a nossa vida de verdade. Você pode ficar tentado a acreditar que você é a exceção da regra, mas pense a respeito por um segundo. Na maioria do tempo, você compartilha fotos das coisas legais que está fazendo, ou escreve status quando você conseguiu fazer alguma coisa, como conseguir uma promoção no trabalho ou terminar uma maratona. A não ser que você seja extremamente honesto, muitas das coisas que você compartilha com seus seguidores foram cuidadosamente selecionadas por você e escolhidas por uma razão especifica. Eles fazem você parecer impressionante ou interessante ou inteligente. Você está mostrando a seu melhor lado para todos mundo, o que é na verdade, uma ilusão.

Nos todos temos um lado menos glamuroso também. A maioria das pessoas não coloca status no facebook quando o chefe é grosso no trabalho, e a maioria das pessoas não tweeta sobre dormir até tarde e comer um pacote inteiro de Oreos sozinhas. Por que isso faz parecer que nós estamos fazendo qualquer coisa menos do que tendo um momento maravilhoso e uma vida fantástica.

Eu compartilhei muitas fotos minhas me divertindo em bares com amigos ou bebendo mimosas no café da manhã. Mas eu não normalmente divido com o mundo nenhuma “selfie” de quando eu acordo com ressaca, maquiagem borrada e uma batata frita colada no meu rosto. Eu não coloco no meu status de facebook que passei as ultimas 4 horas vendo Parks e Recreation e aspirando uma barra de chocolate ao invés de sair para uma corrida. Eu não divido essa versão de mim no meu perfil online, mas ainda assim essa sou eu. A mesma eu que parece estar por ai vivendo e aproveitando e fazendo coisas divertidas. Só não é uma versão ideal, então eu mantenho ela para mim mesma.

Talvez nós estejamos preocupados demais monitorando a ilusão de nossas vidas por que este é o único jeito que faz nossas vidas parecerem reais e interessantes.
Talvez nossa presença virtual está no nosso caminho de tentar mensurar o sucesso e contentamento. Com a possibilidade de melhorar e tornar perfeito tudo sobre o conteúdo online nos faz sentir que temos algum controle sobre o que acontece na vida real. Nós não queremos dividir as coisas comuns ou desagradáveis sobre nossas vidas por que isso destruiria a ilusão de que nossas vidas não são perfeitas.

Todos nós queremos criar uma certa percepção que nossas vidas vão impressionar as outras pessoas, mas eu penso que nós queremos impressionar a nós mesmos.

Nós queremos poder olhar para traz no Instagram e na timeline do Facebook e acreditar que nós temos uma impressionante e notável existência. Nós olhamos para nossas prateleiras virtuais e imaginamos como nós parecemos da perspectiva de outra pessoa – talvez um velho amigo, ou um ex. Nós rolamos através do Instagram e no “feed” do Twitter e tentamos imaginar o que as pessoas pensam vendo nossas vidas virtuais. Elas ficariam impressionadas? Elas ficariam com inveja? Elas pensariam se aconteceu algo com a gente?

Nós imaginamos estas situações várias vezes, subconscientemente ou não. Pensamos no que outros pensam quando nos vêem online. Pensamos no que passa pela cabeça delas quando vêem as coisas que temos feito. Nós imaginamos se elas pensam que somos legais quando anunciamos que estamos nos mudando para o apartamento dos sonhos. Mas não importa quantas vezes nós imaginamos o que as pessoas estão pensando, nunca vamos realmente saber. Nunca vamos saber o que está acontecendo na cabeça delas ou qual é a verdadeira opinião sobre nós.

Nós basicamente vamos por ai em círculos nos preparando para infelicidade. Procuramos por validação em lugares que nunca vamos ter. Você posta coisas e espera por “likes” e compartilhamentos e visualizações, mas você espera que alguém puxe você e diga que está fazendo o certo. Você quer que as pessoas te digam que você está vivendo a vida ao máximo e buscando por todas as experiências certas.

Nossa geração tem medo de não ser extraordinária. Temos medo de não deixar uma marca ou não ser admirados e comentados. Nós temos que perceber que ser famoso ou rico ou ter milhares de seguidores online não constitui em ter uma vida extraordinária. Uma vida extraordinária é feita de milhões de momentos comuns, como rir tanto que você perde controle da bexiga, ou ficar na cama com seu “outro significante” durante uma tempestade. Esses momentos podem não ser capturados no Facebook e podem não ser compartilhados na forma de fotos com filtros. Mas eles são os momentos que você está mais presente e mais vida. Então tente se segura-los e se apegar a eles por favor, por que eles são muito melhores do que a mais perfeita vida virtual que você possa imaginar.

Traduzido do Texto Original: http://thoughtcatalog.com/kim-quindlen/2014/11/we-all-need-to-stop-being-preoccupied-with-the-illusion-of-our-lives-so-that-we-can-have-actual-lives/

terça-feira, 11 de novembro de 2014




“Todas as duras, mais frias pessoas que você encontra uma vez foram tão moles quanto a agua. E essa é a tragédia de viver.”
Iain Thomas

Um dia alguma coisa ruim aconteceu e bom, foi ruim e blah blah blah...
Isso cansa, passa, mas cansa.. Em todo caso algumas partes acabam ficando e isso acaba sendo levado para o resto da vida. Isso é chato, nada justo com as pessoas que não tiveram nada a ver com a situação ruim, mas é parte da vida, não, não a parte passar por coisas ruins (ou talvez faça, não sei muito bem), mas a parte de levar as experiências de uma relação pra outra.

Pessoas não gostam de pensar muito sobre as coisas que ficaram, afinal quem gosta de ficar lembrando das coisas ruins? No entanto talvez esse seja o único meio de lidar com as frustrações, a maneira de ser justo com a “próxima” pessoa ou antes de tudo ser justo consigo mesmo.

Bom, uma questão de aprender a lidar.

Ter coragem.


Tomar um café forte e pensar.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014



Ultimamente tenho parado pra ler blogs e parece que encontrei alguma coisas que gostaria de dividir com meus amigos próximos, ou deixar guardado pra ler novamente um outro dia.

De qualquer maneira... coisas (;

A primeira coisa que gostaria de dividir (ou talvez lembrar) é algo que li há pouco tempo, uma história que me fez lembrar de coisas, e de pessoas clar,o e por sorte me fez perceber uma das coisas, obvias, sim, mas que nunca paramos pra pensar a menos que alguém aponte direto para o "problema" e esfregue sua cara nele, pessoas costumam evitar esse tipo de obviedade por algum motivo.

Enfim.


"Meus (500) dias com ela"

Nós nos conhecemos no Tinder e eu celebrei cada momento que passei com ela. Eu não estava esperando encontrar alguém com quem eu acabaria querendo ficar com, eu não namorei oficialmente com alguém em sete anos. Depois de muitas desilusões e desapontamentos eu me tornei fechado e sensível, muito seletivo sobre as pessoas com quem eu gostaria de tentar qualquer tipo de relacionamento. Por muito tempo, eu evitei sentimentos e não procurei por ninguém, até que eu conheci ela.

Eu gostei do ritmo dela, do nosso ritmo, e todas as coisas que nós fizemos juntos. Eu adorava o fato de que nós adorávamos as mesmas coisas e mais ainda nós apreciávamos as nossas diferenças. Ela me pegou de surpresa na primeira vez que nos encontramos, mas eu sabia que depois daquela tarde eu precisava arrumar minha cabeça para que tivesse espaço para ela ficar (Okay, nós talvez tenhamos assistido O grande Gatsby na primeira noite também).

Eu me animei antecipadamente com a ideia de ver ela e fiquei mais intrigado cada vez que nós saímos. Eu comecei a amar cada minuto e cada coisa sutil sobre ela que conversar com qualquer outra pessoa ou manter contato com algumas garotas que tinham me chamado atenção antes parecia sem sentido. Eu deixei claro que eu estava saindo com alguém com quem eu esperava namorar. As palavras eram assustadora mesmo para mim.

Num período de sete semanas nos vendo constantemente eu tive alguns dos melhores momentos que tive com qualquer pessoa em anos, simplesmente por que eu sabia que eu me sentia de uma certa maneira com relação a ela. A terceira vez que nós saímos ela veio com esse vestido deslumbrante. Eu mal podia esperar para sentar na frente dela durante o jantar para que eu pudesse admirar como ela era bonita e como eu era abençoado de poder sair com ela. Desde nadar no oceano quando eu vi como ela era linda o suficiente para destruir o anel de Frodo, até nossa nerdice mutua e amor pelos mesmos livros e filmes, eu adorei fazer carinho nela embora ela raramente fizesse carinho de volta.

Um dia ela estava doente então eu levei um pouco de sopa e nós estranhamente vimos (500) days of Summer enquanto eu estava tendo meu próprio "momento Tom" pensando como exatamente ela estava se sentindo. Eu via enquanto ela acariciava seu amado gato, o rosto dos dois com a mesma expressão confusa.

Eu adorava especialmente a maneira como ela se destacava das outras garotas que eu conheci em qualquer tipo de interesse ao longo de varias semanas. Ela parecia ter valores e limites que pareciam tão evidentes e me faziam gostar mais dela. Ela, assim como eu, parecia preferir as coisas devagar, exceto eu confundi o ritmo dela pelo que eu pensei ser um interesse romântico não apressado por mim.

O introvertimento dela complementava meu extrovertimento e pela primeira vez num tempo extremamente longo, eu me senti em paz com uma pessoa em particular. Bom, eu não sou esse tipo de cara que leva qualquer uma em passeios e em rodas gigantes. Essas coisas eram reservadas especialmente para a garota com quem eu esperava namorar. Durante a minha vida, a triste realidade foi que eu ficava interessado em pessoas que não pareciam se importar ou considerar meus sentimentos, permitindo que eu entrasse num romance sem que elas tivessem intenção de responder da mesma maneira. Desde a garota na faculdade com quem passei um ano namorando mas não tinha nenhum interesse em mim até a com quem sai e me dei bem só para no dia seguinte descobrir pelo facebook que ela tinha, na mesma noite, começado um relacionamento com outro cara, estavam entre os diversos cenários estranhos me deixando com um histórico feio e uma perspectiva ruim. O problema com pessoas honestas e que são sinceras é que elas acreditam que as outras também são. Às vezes eu prefiro acreditar nas minhas próprias fantasias infantis do que na realidade, me apaixonar pelas minhas próprias esperanças e ideias do que acabar sofrendo pensando em coisas tão inocentes. Muitas vezes, se não todas as vezes num romance, eu fui vítima de meu próprio otimismo.

Para ela, eu tinha grandes planos, Uma vez eu levei ela para Washington, D.C. nós exploramos e comemos e vagamos, vendo o pôr do sol das escadas do memorial a Lincon. Voltando ao metro junto a piscina reflexiva, eu só queria segurar na mão dela, puxar ela pra perto e beijar ela como eu nunca tinha beijado outra pessoa. Mas eu não fiz isso. Por que toda vez que tentei beijar ela antes e toda vez ela aceitava no começo mas depois se afastava, como se não estivesse pronta para mais nada. Da minha reverência e respeito por ela, esperando que ela se sentisse confortável, eu me afastava também.

Na minha cabeça meus planos incluíam jantares em Nova York e chocolate quente no Central Park no inverno. Eu estava ansioso para dividir nosso amor mútuo pelo Halloween e Natal, finalmente ter alguém para dividir de certa maneira. Eu pensei em viagens para Montreal ou Pittsburgh ou Cincinnati ou qualquer lugar que nós decidirmos ir. Eu queria deixar recados no carro dela e surpreender ela no trabalho e sair do meu caminho para que ela soubesse o quanto eu me importava com ela.

Eu queria que ela se sentisse confortável o suficiente para se abrir, mas ela permanecia fechada, distante e até mesmo incomodada e irritada por minha causa, então eu cautelosamente fui dando espaço, tentando lidar com o balanço entre "Garotas querem perseguir meninos" e "Garotas querem ser perseguidas".

Eu esperava que ela me mandasse uma mensagem ou me perguntasse se eu gostaria de fazer alguma coisa algum dia, mas eu lentamente (muito lentamente) comecei a perceber que isso não ia acontecer. Quando eu falei pra ela que eu não estava saindo ou falando com mais ninguém, que ela era exclusiva na minha cabeça e absolutamente excepcional, eu esperei algum tipo de resposta dela, mas não consegui nada. Isso me deixou confuso e mal.

Uma tarde eu carreguei meu coração pesado para um restaurante com uma amiga próxima. Sentados na frente um do outro na mesa, meus olhos baixos e lentamente rodando a colher ao redor de um copo de café minha amiga disse "Sabe, eu espero que eu nunca ame ninguém que me faça sentir comum." eu olhei pra ela e mordi meus lábios.

"Olha, eu vou mandar uma mensagem para ela. Eu só preciso saber o que está acontecendo," eu disse. Depois de tentativas frustradas de encontrar com ela devido a agenda ocupada dela, decidi que mensagem era minha única escolha.

"Eu só vou dizer que eu esperava ter a conversa pessoalmente. Que eu acho que ela deixou claro que não quer nada comigo romanticamente e não parece se importar se via me ver de novo. Eu não queria parecia parecer rude para ela, mas eu estava tentando entender para que eu não tivesse que ficar nesse estado perpetuo de pensamentos e contemplação, envolto em mistério sobre o que ela pensava de mim. Eu deixei bem claro ao longo de várias semanas que nos vemos o que eu pensava dela, mesmo assim eu ainda não sabia nada do lado dela. "eu comecei a digitar a mensagem o mais educadamente que eu podia".

Minha amiga apoiou a bochecha na mão. "E o que isso te diz?" ela perguntou. Houve um silencio. Eu parei de digitar, meu dedo flutuando em cima do botão de "enviar".

"Nós arranjamos tempo para estar com as pessoas que nós nos importamos. Você arranja tempo para ela, mas ela não parece ter nenhum desejo ou iniciativa de fazer isso por você." Novamente, silêncio.

Eu não podia não pensar em uma amiga querida em Austin. Ela tinha tanto interesse em mim e na minha a vida, mantendo nossa amizade acima da carreira, ambição e agendas ocupadas. Ela era aberta e profunda e decidiu ser parte da minha vida apesar da nossa distância. Eu sabia que se eu um dia estivesse na cidade dela, ela não mediria esforços para passar o máximo de tempo possível comigo. Eu pensei nas garotas que realmente demonstravam interesse em mim e queriam me conhecer e fazer parte da minha vida. E então eu olhei para aquela sentada na minha frente, sabendo o quanto ela se importava comigo e como eu era abençoado de ter ela como amiga.

"A pessoa certa vai gostar de você no momento que você entrar na vida dela. Você não vai ter que pensar e esperar por isso. Então, antes de mandar essa mensagem eu quero que você leia esse post" ela disse, deslizando seu Iphone pela mesa. A tela se abriu para um artigo com o titulo “Fuck Yes or No” por Mark Manson e começava assim: Por que você escolheria estar com alguém que não está empolgada de estar com você? 

Meu coração afundou e pulou. O verão me ensinou que as melhores coisas vale a pena esperar; por que sete anos de solteirisse valeram a pena só para passar aquelas sete semanas com ela, onde eu era novamente um garoto com borboletas no estômago. Eu não me arrependo um segundo sequer, mas naquele momento eu já sabia a resposta pergunta que me queimava. Finalmente, afinal: liberação.

Todo verão tem sua história e agora eu tinha a minha. Meu telefone vibrou com uma nova notificação do Tinder, "Parabéns, você tem um novo Match." Eu deslizei a notificação e olhei para a linha azul na mensagem a ser enviada. Eu apertei o botão de voltar até a mensagem sumir. A não ser que seja louco, apaixonado, amor extraordinário, é uma perda de tempo. Há muitas coisas medíocres no mundo. Amor não deveria ser uma delas. Com uma expressão de alivio, eu desliguei o telefone, deslizei até o outro lado da mesa e tomei um gole de café.

Essa é a tradução de uma história que encontrei num dos blogs que visito (http://thoughtcatalog.com/josh-kinney/2014/11/my-500-days-of-summer/) e acho que é algo que muita gente deve se identificar, de um lado ou de outro e não sei, algo nela bonito, simples e verdadeiro.

Bom, é um começo.