Vivi algo parecido há um tempo, felizmente pude tirar uma boa amizade das coisas que aconteceram, talvez simplesmente eu tenha conseguido o melhor possível.
Bom, os motivos que levam a esse tipo de coisa podem ser, talvez, referenciados diretamente a "hook-up culture", enfim.
1. Não há um fechamento.
Humanos precisam de fechamento. Existe uma necessidade adquirida
por isso – todas as estórias que nunca sabemos como acabam, os filmes que nunca
terminamos, as temporadas de séries que nos deixam com mais dúvidas do que
respostas e nos forçam a recorrer a blogs e a internet para colocar nossas
frustrações para fora. Nós precisamos de um fechamento para superar as coisas e
seguir adiante. Mas quando você não consegue fechamento – quando eles
simplesmente desaparecem do planeta ou de repente brotam com um novo outro significante
em mídias sociais – o que você faz?
É difícil criar o próprio fechamento, se apegar a sinais que não
significam realmente nada, mas aos quais nós atribuímos significado. E pode parecer ridículo no início, como
acreditar em magica e fadas, mas as vezes, é a única coisa que nós podemos
fazer. Nós precisamos encontrar significado onde não existe nenhum. Precisamos
escrever nossos próprios finais e criar o fechamento nós mesmo. É difícil, mas
é possível. E você pode ter um feliz para sempre por si mesmo, com você mesmo.
Você merece isso.
2. Só por que vocês não
deviam nada um para o outro não significa que não existiam expectativas.
Tudo são
coisas não ditas e implícitas, todas as vezes que eles te chamam de “bebê” e
foram fofos com você perto dos seus amigos – mas então há o fato de que nada
acabou acontecendo. Isso é o que nos permite sentir tão acabados em admitir que
não, você nunca namoraram, mas você sente que deveria chamá-los de “ex”, Talvez
não um ex-namorado ou ex namorada, mas um ex-alguma coisa. Um ex-talvez. Um
ex-quase.
Nenhum de nós gosta de pensar que temos que lamber nossas feridas quando
colocamos todos os nossos ovos em uma cesta, apostamos todas as nossas fichas
em uma mão, decidimos que seria tudo ou nada (use a metáfora que preferir,
realmente), só para descobrimos que a outra parte “deu o fora” com seu coração
logo antes de eles se arriscarem, também. Mas acontece, e apesar de não ser justo
conosco, chances são boas de que a outra pessoa nunca pediu pelo nosso coração.
Nós simplesmente demos ele livremente. Às vezes você se arrisca e perde.
(Por que não continuamos a nos arriscarmos então? Eu acho que na
possibilidade de que talvez, dessa vezes nós conseguiremos.)
3. Você sempre é deixado só com
seu lado da história.
O que você
fez, o que não fez, o que deveria ter feito, o que tem de errado com você, o
que tinha de certo com você – você nunca consegue as respostas, então você
acaba especulando. E somos nossos piores críticos, então nós acabamos pensando
que tudo é nossa culpa. Esse é e não é o caso – você só é responsável pelas
suas ações, ninguém mais. Racionalizar o que você fez contra alguém e o que
outra pessoa fez, então, é um exercício de futilidade. Não é só sua
responsabilidade entende-los – por que no final, eles não fazem mais parte da
sua vida. Às vezes você só precisa saber que tentou, e fez tudo aquilo que foi
esperado de você.
4. Seus amigos nunca
conseguem dizer o que está acontecendo.
Eles
perguntam onde está aquela pessoa com quem você estava conversando, você tem
visto-os recentemente, o que aconteceu com vocês dois, já é oficial – a coisa
toda. E por que eles estão tão acostumados com as coisas sendo intermitentes,
não dita, e implícitas, chances são de que eles vão pensar que é só uma questão
de inconsistência na montanha russa que é a sua vida amorosa. Mas você vai ter
que acabar com a dor de que as coisas não deram certo toda vez, e mesmo que
isso nunca fique menos difícil de admitir, você vai ficando mais forte e logo,
eles vão esquecer que essa quase-pessoa sequer existiu. (E seus melhores amigos
vão dizer que se eles soubessem o que era bom pra eles, eles deveriam ter
acertado as coisas. Melhores amigos acreditam que você merece o comprometimento
por inteiro. Por que você merece.)
5. É difícil se reconciliar
com o que é e com o que poderia ser.
Eu acho, no
nossos âmagos, não importa o quanto cansados e cínicos e amargos nós dissermos
que estamos – somos otimistas. Gostamos de acreditar no amor e em viver felizes
para sempre, e gostamos de acreditar que existe algo esperando por nós. E é por
isso que nós nos apegamos ao que poderia ser, todos os futuros que pintamos nas
nossas cabeças mas não somos bravos o suficiente para admitir. É difícil se
reconciliar com o fato de que talvez, bem no fundo, o jeito de termos aquilo
que queremos era simplesmente ter A conversa com a outra pessoa antes que ela “desse
o fora”. E isso é culpa nossa, e sempre será.
Quando você está trocando palavras bonitas e momentos quietos
juntos, é muito fácil ver aquele pouco e imaginar muito, mas a menos que você
consiga ir em frente e pedir aquilo que você quer receber, você não pode culpar
ninguém quando é você que não tenta. Mas no final, se você se encontra
frequentemente nesses quase-relacionamentos – por que afinal de contas, parece
que todo mundo hoje em dia tem a mesma história – nos coletivamente aprendemos,
e nos tornamos um pouco mais corajosos, e podemos dizer o que queremos na próxima
vez. Por que, no final das contas, somos otimistas. Temos que acreditar no nosso
amor para sobreviver. Sempre haverá uma próxima vez, se a gente puder lamber
nossas feridas e encontrar a coragem para tentar denovo.
Texto Original: http://thoughtcatalog.com/ella-ceron/2014/07/5-reasons-why-you-cant-get-over-your-almost-relationship/
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