Ultimamente tenho parado pra ler blogs e parece que encontrei alguma coisas que gostaria de dividir com meus amigos próximos, ou deixar guardado pra ler novamente um outro dia.
De
qualquer maneira... coisas (;
A
primeira coisa que gostaria de dividir (ou talvez lembrar) é algo que li há
pouco tempo, uma história que me fez lembrar de coisas, e de pessoas clar,o e
por sorte me fez perceber uma das coisas, obvias, sim, mas que nunca paramos
pra pensar a menos que alguém aponte direto para o "problema" e
esfregue sua cara nele, pessoas costumam evitar esse tipo de obviedade por
algum motivo.
Enfim.
"Meus (500) dias com ela"
Nós nos conhecemos no Tinder e eu celebrei cada momento que passei com
ela. Eu não estava esperando encontrar alguém com quem eu acabaria querendo
ficar com, eu não namorei oficialmente com alguém em sete anos. Depois de
muitas desilusões e desapontamentos eu me tornei fechado e sensível, muito
seletivo sobre as pessoas com quem eu gostaria de tentar qualquer tipo de
relacionamento. Por muito tempo, eu evitei sentimentos e não procurei
por ninguém, até que eu conheci ela.
Eu gostei do ritmo dela, do nosso ritmo, e todas as coisas que nós
fizemos juntos. Eu adorava o fato de que nós adorávamos as
mesmas coisas e mais ainda nós apreciávamos as
nossas diferenças. Ela me pegou de surpresa na primeira vez que nos
encontramos, mas eu sabia que depois daquela tarde eu precisava arrumar minha
cabeça para que tivesse espaço para ela ficar (Okay, nós talvez tenhamos assistido O grande Gatsby na
primeira noite também).
Eu me animei antecipadamente com a ideia de ver ela e fiquei mais
intrigado cada vez que nós saímos. Eu comecei a amar cada minuto e cada coisa
sutil sobre ela que conversar com qualquer outra pessoa ou manter contato com
algumas garotas que tinham me chamado atenção antes parecia sem sentido. Eu
deixei claro que eu estava saindo com alguém com quem eu esperava namorar. As
palavras eram assustadora mesmo para mim.
Num período de sete semanas nos vendo constantemente eu tive alguns dos
melhores momentos que tive com qualquer pessoa em anos, simplesmente por que eu
sabia que eu me sentia de uma certa maneira com relação a ela. A terceira vez
que nós saímos ela veio com esse vestido deslumbrante. Eu mal podia esperar
para sentar na frente dela durante o jantar para que eu pudesse admirar como
ela era bonita e como eu era abençoado de poder sair com ela. Desde nadar no
oceano quando eu vi como ela era linda o suficiente para destruir o anel de
Frodo, até nossa nerdice mutua e amor pelos mesmos livros e filmes, eu adorei
fazer carinho nela embora ela raramente fizesse carinho de volta.
Um dia ela estava doente então eu levei um pouco de sopa e nós
estranhamente vimos (500) days of Summer enquanto eu estava tendo meu próprio
"momento Tom" pensando como exatamente ela estava se sentindo. Eu via
enquanto ela acariciava seu amado gato, o rosto dos dois com a mesma expressão
confusa.
Eu adorava especialmente a maneira como ela se destacava das outras
garotas que eu conheci em qualquer tipo de interesse ao longo de varias
semanas. Ela parecia ter valores e limites que pareciam tão evidentes e me
faziam gostar mais dela. Ela, assim como eu, parecia preferir as coisas
devagar, exceto eu confundi o ritmo dela pelo que eu pensei ser um
interesse romântico não apressado por mim.
O introvertimento dela complementava meu extrovertimento e pela primeira
vez num tempo extremamente longo, eu me senti em paz com uma pessoa em
particular. Bom, eu não sou esse tipo de cara que leva qualquer uma em passeios
e em rodas gigantes. Essas coisas eram reservadas especialmente para a garota
com quem eu esperava namorar. Durante a minha vida, a triste realidade foi que
eu ficava interessado em pessoas que não pareciam se importar ou considerar
meus sentimentos, permitindo que eu entrasse num romance sem que elas tivessem
intenção de responder da mesma maneira. Desde a garota na faculdade com quem passei um ano
namorando mas não tinha nenhum interesse em mim até a com quem sai e me dei bem
só para no dia seguinte descobrir pelo facebook que ela tinha, na mesma noite,
começado um relacionamento com outro cara, estavam entre os diversos cenários
estranhos me deixando com um histórico feio e uma perspectiva ruim. O problema
com pessoas honestas e que são sinceras é que elas acreditam que as outras também
são. Às vezes eu prefiro acreditar nas minhas próprias fantasias infantis do
que na realidade, me apaixonar pelas minhas próprias esperanças e ideias do que
acabar sofrendo pensando em coisas tão inocentes. Muitas vezes, se não todas as
vezes num romance, eu fui vítima de meu próprio otimismo.
Para ela, eu tinha grandes planos, Uma vez eu levei ela para Washington,
D.C. nós exploramos e comemos e vagamos, vendo o pôr do sol das escadas do memorial
a Lincon. Voltando ao metro junto a piscina reflexiva, eu só queria segurar na
mão dela, puxar ela pra perto e beijar ela como eu nunca tinha beijado outra
pessoa. Mas eu não fiz isso. Por que toda vez que tentei beijar ela antes e
toda vez ela aceitava no começo mas depois se afastava, como se não estivesse
pronta para mais nada. Da minha reverência e respeito por ela, esperando que
ela se sentisse confortável, eu me afastava também.
Na minha cabeça meus planos incluíam jantares em Nova York e chocolate
quente no Central Park no inverno. Eu estava ansioso para dividir nosso amor mútuo
pelo Halloween e Natal, finalmente ter alguém para dividir de certa maneira. Eu
pensei em viagens para Montreal ou Pittsburgh ou Cincinnati ou qualquer lugar
que nós decidirmos ir. Eu queria deixar recados no carro dela e surpreender ela
no trabalho e sair do meu caminho para que ela soubesse o quanto eu me
importava com ela.
Eu queria que ela se sentisse confortável o suficiente para se abrir,
mas ela permanecia fechada, distante e até mesmo incomodada e irritada por minha causa,
então eu cautelosamente fui dando espaço, tentando lidar com o balanço entre
"Garotas querem perseguir meninos" e "Garotas querem ser
perseguidas".
Eu esperava que ela me mandasse uma mensagem ou me perguntasse se eu
gostaria de fazer alguma coisa algum dia, mas eu lentamente (muito lentamente)
comecei a perceber que isso não ia acontecer. Quando eu falei pra ela que eu
não estava saindo ou falando com mais ninguém, que ela era exclusiva na minha
cabeça e absolutamente excepcional, eu esperei algum tipo de resposta dela, mas
não consegui nada. Isso me deixou confuso e mal.
Uma tarde eu carreguei meu coração pesado para um restaurante com uma
amiga próxima. Sentados na frente um do outro na mesa, meus olhos baixos e
lentamente rodando a colher ao redor de um copo de café minha amiga disse
"Sabe, eu espero que eu nunca ame ninguém que me faça sentir comum."
eu olhei pra ela e mordi meus lábios.
"Olha, eu vou mandar uma mensagem para ela. Eu só preciso saber o
que está acontecendo," eu disse. Depois de tentativas frustradas de
encontrar com ela devido a agenda ocupada dela, decidi que mensagem era minha única
escolha.
"Eu só vou dizer que eu esperava ter a conversa pessoalmente. Que
eu acho que ela deixou claro que não quer nada comigo romanticamente e não
parece se importar se via me ver de novo. Eu não queria parecia parecer rude
para ela, mas eu estava tentando entender para que eu não tivesse que ficar
nesse estado perpetuo de pensamentos e contemplação, envolto em mistério sobre
o que ela pensava de mim. Eu deixei bem claro ao longo de várias semanas que
nos vemos o que eu pensava dela, mesmo assim eu ainda não sabia nada do lado
dela. "eu comecei a digitar a mensagem o mais educadamente que eu
podia".
Minha amiga apoiou a bochecha na mão. "E o que isso te
diz?" ela perguntou. Houve um silencio. Eu parei de digitar, meu dedo
flutuando em cima do botão de "enviar".
"Nós arranjamos tempo para estar com as pessoas que nós nos
importamos. Você arranja tempo para ela, mas ela não parece ter nenhum desejo
ou iniciativa de fazer isso por você." Novamente, silêncio.
Eu não podia não pensar em uma amiga querida em Austin. Ela tinha tanto
interesse em mim e na minha a vida, mantendo nossa amizade acima da carreira,
ambição e agendas ocupadas. Ela era aberta e profunda e decidiu ser parte da
minha vida apesar da nossa distância. Eu sabia que se eu um dia estivesse na
cidade dela, ela não mediria esforços para passar o máximo de tempo possível
comigo. Eu pensei nas garotas que realmente demonstravam interesse em mim e
queriam me conhecer e fazer parte da minha vida. E então eu olhei para aquela
sentada na minha frente, sabendo o quanto ela se importava comigo e como eu era
abençoado de ter ela como amiga.
"A pessoa certa vai gostar de você no momento que você entrar na
vida dela. Você não vai ter que pensar e esperar por isso. Então, antes de
mandar essa mensagem eu quero que você leia esse post" ela disse,
deslizando seu Iphone pela mesa. A tela se abriu para um artigo com o titulo “Fuck Yes or No” por Mark
Manson e começava assim: Por que você
escolheria estar com alguém que não está empolgada de estar com
você?
Meu coração afundou e pulou. O verão me ensinou que as melhores coisas
vale a pena esperar; por que sete anos de solteirisse valeram a pena só para passar
aquelas sete semanas com ela, onde eu era novamente um garoto com borboletas no
estômago. Eu não me arrependo um segundo sequer, mas naquele momento eu já
sabia a resposta pergunta que me queimava. Finalmente, afinal: liberação.
Todo verão tem sua história e agora eu tinha a minha. Meu telefone
vibrou com uma nova notificação do Tinder, "Parabéns, você tem um novo
Match." Eu deslizei a notificação e olhei para a linha azul na mensagem a
ser enviada. Eu apertei o botão de voltar até a mensagem sumir. A não ser
que seja louco, apaixonado, amor extraordinário, é uma perda de tempo. Há
muitas coisas medíocres no mundo. Amor não deveria ser uma delas. Com uma
expressão de alivio, eu desliguei o telefone, deslizei até o outro lado da mesa
e tomei um gole de café.
Essa é a tradução de uma história que
encontrei num dos blogs que visito (http://thoughtcatalog.com/josh-kinney/2014/11/my-500-days-of-summer/)
e acho que é algo que muita gente deve se identificar, de um lado ou de outro e
não sei, algo nela bonito, simples e verdadeiro.
Bom, é um começo.


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