Todos nós precisamos parar de ser tão preocupados com a ilusão da nossas
vidas para que possamos viver nossas vidas de verdade.
As
vezes se eu vou em algum lugar ou tenho uma certa experiência, não parece real
a menos que eu tenho uma foto para provar. É um estado mental horrível e eu me odeio
por admitir, mas é verdade. Eu acho que muitos de nós se sente dessa maneira em
de algum jeito.
Se
saímos para jantar no aniversário de um amigo, não aconteceu a menos que e
tenhamos uma foto no Instagram. Se testemunharmos uma vista linda, não é uma
experiência completa até compartilharmos no Snapchat. As coisas não parecem
mais reais a não ser que sejam validadas por “likes” e visualizações de pessoas
com quem nós nem nos importamos.
Nós
estamos tão envolvidos com nossas vidas virtuais nesse momento, a ilusão de que
a vida que apresentamos para o mundo parece a nossa vida de verdade. Você pode
ficar tentado a acreditar que você é a exceção da regra, mas pense a respeito
por um segundo. Na maioria do tempo, você compartilha fotos das coisas legais
que está fazendo, ou escreve status quando você conseguiu fazer alguma coisa,
como conseguir uma promoção no trabalho ou terminar uma maratona. A não ser que
você seja extremamente honesto, muitas das coisas que você compartilha com seus
seguidores foram cuidadosamente selecionadas por você e escolhidas por uma
razão especifica. Eles fazem você parecer impressionante ou interessante ou
inteligente. Você está mostrando a seu melhor lado para todos mundo, o que é na
verdade, uma ilusão.
Nos todos temos um lado menos glamuroso também. A maioria das pessoas não coloca status no facebook quando o chefe é grosso no trabalho, e a maioria das pessoas não tweeta sobre dormir até tarde e comer um pacote inteiro de Oreos sozinhas. Por que isso faz parecer que nós estamos fazendo qualquer coisa menos do que tendo um momento maravilhoso e uma vida fantástica.
Eu compartilhei muitas fotos minhas me divertindo em bares com amigos ou bebendo mimosas no café da manhã. Mas eu não normalmente divido com o mundo nenhuma “selfie” de quando eu acordo com ressaca, maquiagem borrada e uma batata frita colada no meu rosto. Eu não coloco no meu status de facebook que passei as ultimas 4 horas vendo Parks e Recreation e aspirando uma barra de chocolate ao invés de sair para uma corrida. Eu não divido essa versão de mim no meu perfil online, mas ainda assim essa sou eu. A mesma eu que parece estar por ai vivendo e aproveitando e fazendo coisas divertidas. Só não é uma versão ideal, então eu mantenho ela para mim mesma.
Talvez nós estejamos preocupados demais monitorando a ilusão de nossas vidas por que este é o único jeito que faz nossas vidas parecerem reais e interessantes.
Talvez
nossa presença virtual está no nosso caminho de tentar mensurar o sucesso e
contentamento. Com a possibilidade de melhorar e tornar perfeito tudo sobre o conteúdo
online nos faz sentir que temos algum controle sobre o que acontece na vida
real. Nós não queremos dividir as coisas comuns ou desagradáveis sobre nossas
vidas por que isso destruiria a ilusão de que nossas vidas não são perfeitas.
Todos nós queremos criar uma certa percepção que nossas vidas vão impressionar as outras pessoas, mas eu penso que nós queremos impressionar a nós mesmos.
Nós queremos poder olhar para traz no Instagram e na timeline do Facebook e acreditar que nós temos uma impressionante e notável existência. Nós olhamos para nossas prateleiras virtuais e imaginamos como nós parecemos da perspectiva de outra pessoa – talvez um velho amigo, ou um ex. Nós rolamos através do Instagram e no “feed” do Twitter e tentamos imaginar o que as pessoas pensam vendo nossas vidas virtuais. Elas ficariam impressionadas? Elas ficariam com inveja? Elas pensariam se aconteceu algo com a gente?
Nós imaginamos estas situações várias vezes, subconscientemente ou não. Pensamos no que outros pensam quando nos vêem online. Pensamos no que passa pela cabeça delas quando vêem as coisas que temos feito. Nós imaginamos se elas pensam que somos legais quando anunciamos que estamos nos mudando para o apartamento dos sonhos. Mas não importa quantas vezes nós imaginamos o que as pessoas estão pensando, nunca vamos realmente saber. Nunca vamos saber o que está acontecendo na cabeça delas ou qual é a verdadeira opinião sobre nós.
Nós basicamente vamos por ai em círculos nos preparando para infelicidade. Procuramos por validação em lugares que nunca vamos ter. Você posta coisas e espera por “likes” e compartilhamentos e visualizações, mas você espera que alguém puxe você e diga que está fazendo o certo. Você quer que as pessoas te digam que você está vivendo a vida ao máximo e buscando por todas as experiências certas.
Nossa geração tem medo de não ser extraordinária. Temos medo de não deixar uma marca ou não ser admirados e comentados. Nós temos que perceber que ser famoso ou rico ou ter milhares de seguidores online não constitui em ter uma vida extraordinária. Uma vida extraordinária é feita de milhões de momentos comuns, como rir tanto que você perde controle da bexiga, ou ficar na cama com seu “outro significante” durante uma tempestade. Esses momentos podem não ser capturados no Facebook e podem não ser compartilhados na forma de fotos com filtros. Mas eles são os momentos que você está mais presente e mais vida. Então tente se segura-los e se apegar a eles por favor, por que eles são muito melhores do que a mais perfeita vida virtual que você possa imaginar.
Traduzido
do Texto Original: http://thoughtcatalog.com/kim-quindlen/2014/11/we-all-need-to-stop-being-preoccupied-with-the-illusion-of-our-lives-so-that-we-can-have-actual-lives/

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